O Brasil no Sul-Americano feminino de vôlei entra em quadra cercado de expectativa e com um objetivo que vai muito além do título continental. A seleção estreia contra a Venezuela na terça-feira, 8 de setembro, às 20h, no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro.
Além disso, a competição oferece à campeã uma vaga direta nos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. Portanto, uma campanha perfeita no Rio pode permitir que José Roberto Guimarães resolva a classificação olímpica com quase dois anos de antecedência.
Brasil no Sul-Americano chega como grande favorito
O favoritismo brasileiro não surge apenas pelo fator casa. Afinal, a seleção conquistou 23 títulos sul-americanos e venceu as últimas 15 edições do campeonato. Dessa forma, qualquer adversário que queira ficar com a vaga olímpica provavelmente terá de quebrar uma longa hegemonia brasileira.
O momento da equipe também aumenta a expectativa. Em julho, o Brasil chegou à final da Liga das Nações de 2026 e terminou com a medalha de prata após perder a decisão para a Turquia por 3 sets a 1. Antes disso, a seleção havia eliminado a forte Itália na semifinal.
Embora o título da VNL não tenha vindo, a campanha mostrou um Brasil competitivo contra algumas das principais potências do mundo. Portanto, no cenário sul-americano, a seleção começa o torneio como a principal referência.
Retorno de Gabi aumenta as opções de Zé Roberto
Outro ponto importante envolve o elenco. Gabi Guimarães, Nyeme e Tainara voltaram ao grupo depois de não participarem da fase decisiva da VNL. Gabi tratava um problema na região lombar, enquanto Tainara se recuperava de uma lesão no joelho. Nyeme também retornou à seleção.
Principalmente no caso de Gabi, o retorno pode mudar bastante a dinâmica brasileira. A capitã oferece qualidade na recepção, experiência nos momentos decisivos e mais uma alternativa ofensiva para José Roberto Guimarães.
Além disso, Ana Cristina chega depois de assumir grande responsabilidade durante a VNL. Na final contra a Turquia, por exemplo, ela terminou como maior pontuadora brasileira, com 25 pontos.
Rosamaria, Julia Bergmann, Tainara e outras opções deixam o Brasil com diferentes possibilidades para organizar o ataque. Assim, Zé Roberto pode administrar o elenco ao longo dos cinco compromissos.
Por outro lado, a seleção também sofreu baixas importantes. Júlia Kudiess continua fora após uma grave lesão no joelho sofrida durante a VNL. Mais recentemente, Karina sofreu uma fratura no tornozelo durante treinamento em Saquarema e também ficou fora do Sul-Americano.
Na reta final da preparação, Zé Roberto também promoveu mudanças no grupo. Vivian e Sabrina foram chamadas para os treinamentos, enquanto Macris e Natinha deixaram a preparação.

O que esperar do Brasil no Sul-Americano feminino
O primeiro desafio será transformar o favoritismo em regularidade. Diferentemente de torneios com semifinal e final, o Sul-Americano será disputado em sistema de pontos corridos entre as seis seleções.
Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Peru e Venezuela se enfrentam, e a equipe com melhor campanha fica com o título. Portanto, cada set pode ganhar importância caso exista igualdade na classificação.
Vitórias por 3 a 0 ou 3 a 1 rendem três pontos. Já um triunfo por 3 a 2 vale dois pontos, enquanto quem perde no tie-break soma um. Em caso de empate, relação de sets, razão de pontos e confronto direto aparecem entre os critérios de desempate.
Por isso, o Brasil precisa evitar relaxamentos mesmo diante dos adversários teoricamente menos fortes. Uma vitória com autoridade pode fazer diferença mais adiante.
Estreia contra a Venezuela pode servir para ganhar ritmo
O Brasil começa diante da Venezuela, na terça-feira, às 20h. Logo depois, a equipe encara Peru e Colômbia em dias consecutivos.
Nesse cenário, a estreia oferece uma oportunidade importante para ajustar o sistema de jogo e distribuir responsabilidades. Afinal, o calendário exige três partidas nos primeiros três dias da competição.
Depois, haverá uma pausa na sexta-feira. O Brasil retorna no sábado contra o Chile e fecha sua participação diante da Argentina no domingo.
Caso brasileiras e argentinas cheguem à última rodada disputando a liderança, o confronto poderá funcionar como uma verdadeira decisão pela vaga olímpica.
Jogos do Brasil no Sul-Americano feminino de vôlei
| Data | Jogo | Horário | Transmissão |
|---|---|---|---|
| 08/09 | Brasil x Venezuela | 20h | sportv2 |
| 09/09 | Brasil x Peru | 20h | sportv2 |
| 10/09 | Brasil x Colômbia | 20h | sportv2 |
| 12/09 | Brasil x Chile | 13h30 | sportv2 |
| 13/09 | Brasil x Argentina | 12h | TV Globo e sportv2 |
Todos os horários seguem o fuso de Brasília. O torneio acontece entre os dias 8 e 13 de setembro, no Maracanãzinho.
Vaga em Los Angeles muda o peso do Sul-Americano
Historicamente, o Brasil entra no Sul-Americano com obrigação de lutar pelo título. Contudo, a edição de 2026 ganhou um peso diferente.
Pela primeira vez, a competição continental oferece classificação direta aos Jogos Olímpicos. Dessa forma, conquistar o campeonato permitiria ao Brasil retirar uma preocupação importante do planejamento para Los Angeles 2028.
Além disso, garantir a vaga agora permitiria que José Roberto Guimarães utilizasse as próximas temporadas para testar atletas, desenvolver novas opções e administrar melhor o calendário internacional.
Por isso, apesar do enorme favoritismo, o Brasil no Sul-Americano não encontrará apenas uma disputa por mais uma medalha. Existe uma oportunidade estratégica para acelerar todo o projeto olímpico.
A torcida no Maracanãzinho também poderá transformar o torneio em um importante teste para um grupo que mistura atletas experientes e nomes que ganharam espaço ao longo de 2026.
Leia também
Leia também: confira mais notícias e análises no CartolaNews:
CartolaNews
Para acompanhar os eventos esportivos e saber onde assistir aos principais jogos do dia:
Programação Esportiva do CartolaNews
Além disso, acompanhe o CartolaNews pelo aplicativo:
CartolaNews App
Brasil busca confirmar hegemonia e antecipar vaga olímpica
O cenário coloca o Brasil como favorito, mas também aumenta a responsabilidade. Afinal, além de defender uma sequência de 15 títulos, a equipe joga dentro de casa e pode sair do Maracanãzinho classificada para Los Angeles 2028.
Assim, a estreia contra a Venezuela representa o primeiro passo de uma semana decisiva para o vôlei feminino brasileiro. Se mantiver o nível mostrado na VNL e aproveitar os importantes retornos ao elenco, a seleção terá boas condições de transformar favoritismo em título.
O CartolaNews acompanhará o Brasil no Sul-Americano e todas as principais novidades da seleção durante a competição.
📌 Quer saber tudo sobre o mundo dos esportes? Siga o CartolaNews:
• 🔹 Instagram: @Cartolanewsword
• 🔹 Twitter (X): @cartolanew
• 🔹 Canal WhatsApp: CartolaNews
• 🔹 Threads: @CartolaNewsword
• 🔹 Facebook: CartolaNews.com.br
• 🔹 TikTok: Cartola.News
• 🔹 YouTube: CartolaNewsfc
• 🔹 CartolaNews App: CartolaNewsApp
• 🔹 Apoie o CartolaNews: Apoie o CartolaNews
👉 Acesse o CartolaNews para mais informações 🚀

