O Brasil no Sul-Americano masculino de vôlei terá uma missão que vai muito além da disputa pelo título continental. A Seleção Brasileira estreia contra o Chile, no dia 15 de setembro, às 20h, no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro. Além disso, o campeão do torneio garantirá classificação direta para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028.
Por isso, a competição representa o principal objetivo brasileiro nesta reta final de temporada. O Brasil aparece como favorito pelo ranking e pelo peso de sua história. Contudo, os resultados recentes mostram que Bernardinho ainda precisa ajustar pontos importantes antes da estreia.
Brasil no Sul-Americano masculino estreia contra o Chile
O Campeonato Sul-Americano masculino será disputado entre 15 e 20 de setembro, com todos os jogos no Maracanãzinho. Brasil, Argentina, Chile, Bolívia, Colômbia e Venezuela lutarão pelo título e, sobretudo, pela primeira vaga olímpica disponível para Los Angeles 2028.
A Seleção Brasileira começará diante do Chile. Posteriormente, enfrentará Bolívia, Colômbia e Venezuela. Por fim, o Brasil terá o confronto mais aguardado da competição diante da Argentina.
Jogos do Brasil
| Data | Jogo | Horário | Onde assistir |
|---|---|---|---|
| 15/09 | Brasil x Chile | 20h | sportv2 |
| 16/09 | Brasil x Bolívia | 20h | sportv2 |
| 17/09 | Brasil x Colômbia | 20h | sportv2 |
| 19/09 | Brasil x Venezuela | 11h | sportv2 |
| 20/09 | Brasil x Argentina | 10h | Globo, sportv2 e getv |
O sportv2 mostrará todas as partidas do torneio. Além disso, o duelo entre Brasil e Argentina também terá transmissão da TV Globo e da getv.
A sequência inicial, portanto, oferece ao Brasil uma oportunidade importante. Bernardinho poderá usar os primeiros jogos para encontrar ritmo, consolidar a formação titular e reduzir os erros antes do provável confronto decisivo contra os argentinos.
Brasil chega favorito, mas momento exige atenção
O favoritismo brasileiro possui uma base objetiva. Na atualização usada para a programação do torneio, o Brasil aparece na 7ª posição do ranking mundial, sendo a seleção sul-americana mais bem colocada.
A Argentina ocupa o 14º lugar. Em seguida aparecem Chile, em 34º, Colômbia, em 41º, Venezuela, em 51º, e Bolívia, em 56º. Dessa forma, existe uma diferença considerável entre brasileiros e a maior parte dos adversários.
No entanto, ranking não entra em quadra sozinho. O Brasil encerrou a fase classificatória da VNL 2026 na nona posição, com sete vitórias em 12 partidas. Assim, pela primeira vez desde a criação da Liga das Nações, a Seleção Brasileira não avançou às finais da competição.
Esse resultado aumentou a importância do período de preparação para o Sul-Americano.
Bernardinho aproveitou agosto para colocar o grupo diante de seleções fortes. O Brasil, por exemplo, derrotou o Japão por 3 sets a 1, com Darlan anotando 18 pontos. Posteriormente, venceu a Alemanha por 3 sets a 0 na abertura da FIPAV Men Cup.
Entretanto, a reta final da preparação acendeu o sinal de atenção.
A Seleção perdeu para a Itália por 3 sets a 1 e também foi superada por Cuba pelo mesmo placar. Depois, caiu diante da França por 3 sets a 0, chegando à terceira derrota consecutiva antes do retorno ao Brasil.
Portanto, o Brasil chega favorito ao Sul-Americano, mas não chega sobrando.

O que esperar do Brasil no Sul-Americano
A principal expectativa passa por uma evolução do sistema ofensivo. Afinal, o Brasil mostrou capacidade para competir contra adversários de alto nível, mas também apresentou oscilações no ataque, passe e saque durante os amistosos.
Contra a Itália, por exemplo, a equipe venceu o primeiro set, mas perdeu eficiência durante o restante da partida. Já diante da França, o Brasil conseguiu equilibrar as duas primeiras parciais. Contudo, os erros de saque e a força do bloqueio francês fizeram diferença.
Dessa forma, alguns pontos devem receber atenção especial:
- Regularidade no saque e na recepção: o Brasil precisa diminuir os erros gratuitos. Sobretudo contra a Argentina, qualquer sequência negativa pode mudar rapidamente um set.
- Darlan como referência ofensiva: o oposto segue como uma das principais armas brasileiras. Além disso, Bryan ganhou espaço durante a preparação e marcou 21 pontos contra Cuba, mostrando que Bernardinho possui uma alternativa interessante para a posição.
- Experiência dos ponteiros: Lucarelli aparece como peça importante para equilibrar passe e ataque. Adriano, Honorato, Arthur Bento, Lucas Bergmann e Douglas também estiveram entre os nomes utilizados na preparação.
- Velocidade com Cachopa: quando o passe funciona, o levantador consegue acelerar o jogo e utilizar melhor os centrais. Portanto, Flávio, Judson e os demais jogadores de meio podem ganhar papel decisivo.
- Força do Maracanãzinho: disputar a vaga olímpica em casa aumenta a pressão, mas também pode oferecer uma vantagem emocional importante nos momentos mais difíceis.
Bernardinho trabalhou com um grupo ampliado durante a preparação. Cachopa, Brasília, Darlan, Bryan, Lucarelli, Adriano, Douglas, Honorato, Arthur Bento, Lucas Bergmann, Flávio, Judson, Matheus Pinta, Barreto, Maique e Pureza participaram da excursão internacional.
Além disso, Bieler, Chizoba, Maicon e Yan estavam relacionados no grupo maior para o Sul-Americano. Portanto, a comissão técnica ainda conta com alternativas para definir a formação mais adequada.
Argentina aparece como principal ameaça ao Brasil
Se existe um adversário capaz de tirar o favoritismo brasileiro do papel, ele atende pelo nome de Argentina.
Os argentinos chegam como atuais campeões sul-americanos. Em 2023, venceram o Brasil por 3 sets a 0 no Recife e encerraram uma sequência histórica de domínio brasileiro. Foi a primeira vez que o Brasil disputou o torneio e não conquistou o título.
Por outro lado, a Seleção Brasileira já mostrou em 2026 que consegue superar o rival. Na primeira semana da VNL, em Brasília, o Brasil venceu a Argentina por 3 sets a 2 após uma partida marcada por altos e baixos.
Além disso, Argentina e Brasil voltaram a decidir a Copa Sul-Americana em agosto. Os argentinos venceram por 3 sets a 2. Contudo, as duas seleções utilizaram equipes alternativas e atletas em desenvolvimento. Por isso, aquele resultado não deve servir como comparação direta para o Pré-Olímpico.
Ainda assim, ele reforça uma tendência: o clássico sul-americano voltou a ficar mais equilibrado.
A partida do dia 20 de setembro, portanto, tem todos os ingredientes para decidir o título e a vaga olímpica.

Estreia contra o Chile pode indicar o nível do Brasil
Antes de pensar na Argentina, o Brasil precisará fazer a sua parte contra o Chile.
A diferença no ranking coloca a equipe de Bernardinho como ampla favorita. Contudo, a estreia terá importância especial porque será o primeiro jogo oficial após a sequência de derrotas na preparação.
Assim, mais do que vencer, o Brasil buscará apresentar sinais de evolução.
Um bom desempenho no passe permitirá maior utilização dos centrais. Igualmente, maior eficiência no saque pode facilitar o trabalho do bloqueio e da defesa brasileira.
Além disso, Bernardinho poderá distribuir minutos entre seus jogadores dependendo do andamento da partida. Dessa forma, a comissão técnica consegue administrar o desgaste em uma competição com jogos em dias consecutivos.
O cenário ideal passa por vitórias consistentes nas primeiras rodadas. Afinal, qualquer set perdido pode ganhar peso caso o título seja definido por critérios de desempate após a rodada final.
O título vale muito mais que a taça
O Brasil no Sul-Americano masculino terá uma oportunidade de encaminhar cedo sua participação em Los Angeles 2028.
O campeão sairá do Maracanãzinho já classificado para os Jogos Olímpicos. Caso não consiga a vaga no torneio continental, o Brasil ainda terá outras possibilidades no ciclo, incluindo o Mundial de 2027 e posteriormente o ranking internacional.
Contudo, ninguém dentro da Seleção pretende depender desses caminhos.
Garantir a vaga agora permitiria ao Brasil trabalhar o restante do ciclo olímpico com muito menos pressão. Além disso, Bernardinho teria mais liberdade para desenvolver jovens, testar formações e administrar atletas experientes.
Por isso, setembro pode representar um ponto de virada para esta geração.
O Brasil possui mais tradição, melhor ranking e joga diante de sua torcida. Entretanto, terá de transformar essas vantagens em regularidade dentro da quadra.
A estreia contra o Chile será o primeiro teste.
A Argentina, provavelmente, será o exame final.
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Conclusão
O Brasil no Sul-Americano masculino entra como favorito ao título e à vaga olímpica, mas o caminho exige evolução. Afinal, a recente sequência de derrotas mostrou pontos que Bernardinho ainda precisa corrigir.
Por outro lado, o elenco reúne experiência, talento jovem e boas opções em praticamente todas as posições. Além disso, jogar no Maracanãzinho coloca a torcida brasileira dentro dessa corrida por Los Angeles 2028.
Agora, o primeiro compromisso está marcado: Brasil x Chile, dia 15 de setembro, às 20h.
Acompanhe o CartolaNews para conferir resultados, classificação e todas as atualizações da Seleção Brasileira durante o Sul-Americano masculino.
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