Primeiramente, ouro brasileiro no inverno parecia aquelas frases que a gente soltava como piada… até virar manchete. Afinal, neste sábado (14/02), Lucas Pinheiro Braathen dominou o slalom gigante em Bormio, na Itália, e colocou o Brasil no topo do pódio das Olimpíadas de Inverno pela primeira vez.
Assim, sob neve persistente e com a pista do Stelvio castigando geral, ele somou 2min25s00 e venceu por 0s58 o suíço Marco Odermatt, um dos gigantes da modalidade. Portanto, não foi “só” uma vitória: foi história escrita com as próprias pernas (e com muita coragem).
Quem é Lucas Pinheiro Braathen
Anteriormente, muita gente conhecia Lucas como um fenômeno “da Noruega”. Contudo, a história dele sempre teve DNA verde-amarelo. Ele nasceu em Oslo, em 19/04/2000, e compete no esqui alpino como atleta do Baerums Skiklub, atualmente representando o Brasil.
Além disso, o caminho até aqui teve reviravoltas dignas de filme:
- Copa do Mundo: Lucas virou campeão do slalom na temporada de 2023, mostrando que não era promessa, era realidade.
- Pausa inesperada: em 2023, ele chegou a anunciar uma saída do circuito após atritos com a federação norueguesa, principalmente por temas ligados à sua liberdade de expressão e acordos comerciais. Entretanto, a paixão falou mais alto.
- Volta com a camisa do Brasil: em 2024, ele retornou representando o país da mãe e, desde então, virou símbolo do crescimento brasileiro nos esportes de inverno.
- Protagonismo olímpico: tanto é verdade que o COB o escolheu como porta-bandeira do Time Brasil ao lado de Nicole Silveira na abertura de Milano-Cortina 2026.
Ou seja: Lucas não “apareceu do nada”. Ele construiu resultado, suportou pressão e, enfim, chegou no ponto em que talento encontra oportunidade — e faz barulho.
Ouro brasileiro no inverno: o que muda para o Brasil
Atualmente, o ouro brasileiro no inverno representa três viradas de chave ao mesmo tempo.
1) Quebra de um tabu histórico
Primeiramente, é a primeira medalha do Brasil na história das Olimpíadas de Inverno e já veio dourada. Ademais, o feito também marca a primeira medalha da América do Sul em Jogos de Inverno, algo que parecia distante para um continente mais famoso por praia do que por neve.
2) Um novo “teto” para o esporte brasileiro
Anteriormente, o melhor resultado brasileiro havia sido um 9º lugar com Isabel Clark no snowboard cross (Turim 2006). Portanto, Lucas não só melhorou a marca: ele explodiu a régua.
3) Efeito dominó: visibilidade, investimento e inspiração
Além disso, quando o hino toca e o pódio vira notícia global, as modalidades ganham mais audiência, mais patrocínio e mais base. Assim, mais atletas passam a acreditar (e a receber estrutura) para sonhar alto. Inclusive, o próprio COB já vinha destacando esse “momento histórico” e a evolução do Brasil nos esportes de inverno.
E, claro, tem o simbolismo: ver o Brasil celebrar na neve com emoção, lágrimas e aquela energia que só a gente sabe fazer muda a forma como o mundo enxerga nossa diversidade esportiva.
Enquanto isso, vale lembrar: outro brasileiro também competiu no slalom gigante. Giovanni Ongaro terminou em 31º, ganhando experiência olímpica num palco duríssimo. Ou seja, a trilha está aberta.
Em resumo: o ouro brasileiro no inverno não é um ponto final. Pelo contrário, é o início de uma nova era e, surpreendentemente, com o Brasil aprendendo a “falar neve” com sotaque de campeão.
Leia também: Olimpíadas de Inverno 2026: medalhas, recordes e audiência (CartolaNews)
📌 Quer saber tudo sobre o mundo dos esportes? Siga o CartolaNews:
- 🔹 Instagram: @Cartolanewsword
- 🔹 Twitter (X): @cartolanew
- 🔹 Canal WhatsApp: CartolaNews
- 🔹 Threads: @CartolaNewsword
- 🔹 Facebook: CartolaNews.com.br
- 🔹 TikTok: Cartola.News
- 🔹 Youtube: CartolaNewsfc
👉 Acesse o site CartolaNews para mais informações 🚀

