Os favoritos US Open 2026 ganharam uma análise diferente antes das principais decisões em Nova York. O supercomputador da Opta simulou o torneio 10 mil vezes e colocou Carlos Alcaraz na liderança entre os homens, enquanto Aryna Sabalenka aparece no topo de uma disputa feminina muito mais equilibrada.
No entanto, os números mostram cenários quase opostos entre ATP e WTA. Alcaraz surge com vantagem considerável sobre seus principais concorrentes. Sabalenka, por outro lado, lidera um grupo no qual nenhuma tenista consegue abrir grande distância.
Alcaraz lidera os favoritos do US Open 2026
Carlos Alcaraz aparece como o principal candidato ao título masculino nas projeções da Opta. O espanhol recebeu 13,2% de probabilidade de conquistar o troféu, mesmo entrando no torneio como cabeça de chave abaixo de Alexander Zverev.
Zverev aparece com 7,3%. Portanto, a diferença de 5,9 pontos percentuais entre os dois chama atenção. Segundo a análise, trata-se da maior diferença entre posição de cabeça de chave e favoritismo encontrada nos dois torneios de simples.
A projeção fica ainda mais interessante porque Alcaraz chegou ao US Open após um período sem partidas oficiais no circuito ATP desde abril. Além disso, Jannik Sinner não participa da competição, o que altera bastante a distribuição de forças no masculino.
Contudo, o caminho do espanhol está longe de ser confortável.
O setor do chaveamento ocupado por Alcaraz concentra 33,1% de toda a probabilidade de título do torneio masculino. Ou seja, aproximadamente um terço das chances calculadas pelo modelo está reunido justamente nessa parte da chave.
Um dos principais responsáveis por isso é Arthur Fils.
O francês, campeão em Cincinnati e décimo cabeça de chave, recebeu 7% de chance de levantar o troféu. Surpreendentemente, o índice supera o de todos os cabeças de chave posicionados entre o terceiro e o nono lugares.
Principais números do masculino
| Jogador | Condição | Chance de título | Destaque |
|---|---|---|---|
| Carlos Alcaraz | Favorito | 13,2% | Maior probabilidade |
| Alexander Zverev | Cabeça 1 | 7,3% | Principal perseguidor |
| Arthur Fils | Cabeça 10 | 7,0% | Grande surpresa |
| Rafael Jodar | Cabeça 12 | 4,2% | Acima de vários favoritos |
Além disso, Alcaraz recebeu 49,7% de possibilidade de chegar à segunda semana. Taylor Fritz aparece com 38,5%, Arthur Fils com 38,3%, Novak Djokovic com 35% e Frances Tiafoe com 33,4%.
Outro nome que merece atenção é Thiago Agustín Tirante. Mesmo sem entrar entre os cabeças de chave, o argentino recebeu 1,4% de probabilidade de título.
Pode parecer pouco. Entretanto, essa porcentagem supera a projeção individual de 14 cabeças de chave do torneio. Tirante também acumulou oito vitórias contra jogadores do top 20 em 2026 enquanto estava fora do top 50.
Sabalenka lidera uma disputa feminina muito mais aberta
Se Alcaraz conseguiu alguma vantagem matemática entre os homens, a situação de Aryna Sabalenka é bem diferente.
A número 1 do mundo lidera as projeções femininas com 9,6% de chance de título. Elena Rybakina aparece logo atrás, com 8,6%. Dessa forma, o modelo indica uma competição muito mais aberta pela taça.
Esse equilíbrio também aparece quando o foco muda para as primeiras rodadas.
Sabalenka recebeu apenas 46,9% de chance de alcançar as oitavas de final. Rybakina tem 48,2%, enquanto Jessica Pegula aparece com 43,8%. Portanto, nem mesmo as principais candidatas chegam com caminho estatisticamente tranquilo.
Além disso, quatro tenistas entraram no US Open com possibilidade de disputar a liderança do ranking mundial, outro fator que reforça o nível de competitividade apresentado pela chave feminina.
Chave pode favorecer Coco Gauff
Coco Gauff apresenta um caso curioso nas projeções.
Embora tenha apenas a oitava maior probabilidade de título no modelo, a norte-americana ocupa uma região considerada menos pesada pelo supercomputador. O setor de Gauff reúne 20,9% das chances totais de título da competição feminina.
Sua principal concorrente nessa parte da chave, considerando as probabilidades individuais do modelo, é Mirra Andreeva, com 3,1%. Alexandra Eala aparece com 2,3%, enquanto Amanda Anisimova soma 1,8%.
Assim, Gauff pode transformar um sorteio teoricamente mais acessível em uma oportunidade importante para avançar no torneio.
Sabalenka enfrenta o cenário contrário.
O setor da bielorrussa reúne 26,2% da probabilidade total de título, o maior índice entre as quatro partes da chave feminina. Mesmo retirando os 9,6% da própria Sabalenka, essa região ainda mantém 16,6% das possibilidades calculadas pelo modelo.
Marta Kostyuk, com 5,3%, Linda Noskova, com 2,3%, e Barbora Krejcikova, com 1,2%, ajudam a tornar esse caminho mais complicado.
Como funciona o supercomputador da Opta?
As projeções não representam uma previsão absoluta de quem será campeão.
O modelo utilizado pela Opta realiza 10 mil simulações do torneio. Para isso, considera fatores como nível de habilidade dos jogadores, posição dentro do chaveamento e força dos possíveis adversários encontrados ao longo das rodadas.
Portanto, uma chance de 13,2% para Alcaraz não significa que o espanhol tenha caminho fácil. Na prática, o percentual mostra apenas que ele venceu mais edições simuladas do torneio do que qualquer outro jogador.
Da mesma forma, os 9,6% de Sabalenka mostram como o cenário feminino está aberto. Afinal, mais de 90% das simulações terminaram com outra campeã.
É justamente aí que os favoritos US Open 2026 ficam ainda mais interessantes. No masculino, existe um nome mais destacado. Enquanto isso, no feminino, pequenas mudanças de desempenho ou chaveamento podem alterar completamente o cenário.
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US Open promete contrariar os números?
O supercomputador coloca Carlos Alcaraz e Aryna Sabalenka na liderança, mas não entrega nenhum campeão antecipado. Pelo contrário, as próprias porcentagens mostram quanto espaço ainda existe para surpresas.
Alcaraz precisa superar justamente uma das regiões mais fortes do chaveamento masculino. Sabalenka, igualmente, enfrenta o setor considerado mais pesado da competição feminina.
Por fim, os favoritos US Open 2026 entram em quadra com os números ao lado, mas o tênis mantém sua velha regra: estatística ajuda a explicar o cenário, enquanto a raquete decide quem continua em Nova York.
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