A história do MMA pode estar prestes a ganhar um novo capítulo sem precedentes. Portanto, todo fã do esporte precisa entender o que está acontecendo: Poatan em busca de feito inédito ao abrir mão do cinturão dos meio-pesados e mirar a divisão dos pesados, movimento que, se der certo, tornará Alex Pereira o primeiro lutador da história a conquistar cinturões em três categorias diferentes na organização. A decisão, confirmada pelo presidente Dana White em live no Instagram, sacudiu o mundo das artes marciais mistas e redefiniu os planos para 2026.
Adeus ao Cinturão de 93 kg: A Decisão que Chocou o Mundo do MMA
Em 27 de fevereiro de 2026, Dana White confirmou oficialmente que o cinturão dos meio-pesados do UFC estava vago. Assim, o título que Alex Pereira reconquistou de forma brutal em outubro de 2025, ao nocautear o russo Magomed Ankalaev em apenas 80 segundos no UFC 320, deixou de pertencer ao brasileiro sem que ele precisasse defender a faixa nem uma única vez neste novo reinado.
A decisão não foi uma surpresa completa. Durante meses, os bastidores do UFC sinalizavam que Poatan tinha os olhos voltados para a divisão dos pesados. Consequentemente, o lutador brasileiro deixou a categoria dos 93 kg com um legado impressionante: três reinados como campeão, além de seis vitórias em oito lutas valendo o título. Além disso, o atleta de São Bernardo do Campo somou dez nocautes em doze vitórias no octógono, consolidando-se como um dos finalizadores mais temidos da história recente do UFC.
Com a vacância declarada, o UFC agiu rapidamente. Portanto, o tcheco Jiri Prochazka e o neozelandês Carlos Ulberg foram escalados para disputar o cinturão vago na luta principal do UFC 327, marcado para 11 de abril em Miami, no Kaseya Center. Para Prochazka, trata-se de uma terceira tentativa de recuperar o título que havia sido seu antes de se lesionar. Já Ulberg, número 3 do ranking, chega com nove vitórias consecutivas e representa a nova geração dos meio-pesados.
A Trajetória de um Fenômeno: De São Bernardo do Campo ao Topo do Mundo
Para compreender a ambição de Alex Poatan, em busca de feito inédito no UFC, é essencial revisitar sua trajetória extraordinária. Natural de São Bernardo do Campo, no interior de São Paulo, Pereira cresceu em condições difíceis e encontrou no kickboxing uma saída para o vício em álcool que enfrentou na juventude. Seu apelido, “Poatan”, significa “Mãos de Pedra” em Tupi, um nome dado por seu primeiro treinador em homenagem à herança indígena da tribo Pataxó.
Antes de chegar ao UFC, Poatan já havia feito história no Glory Kickboxing. Ele se tornou o primeiro lutador a segurar dois cinturões simultaneamente naquela organização, nos médios e nos meio-pesados. Portanto, quando assinou com o UFC em setembro de 2021, a expectativa já era gigantesca.
A chegada ao octógono foi avassaladora. Em novembro de 2022, no lendário Madison Square Garden, Poatan nocauteou Israel Adesanya nos momentos finais do quinto round e se tornou campeão peso-médio do UFC, com apenas quatro lutas na organização. Depois de perder o cinturão na revanche, o paulista tomou uma decisão estratégica: subir de categoria e atacar os meio-pesados.
A aposta deu certo. Em novembro de 2023, no UFC 295, Poatan nocauteou Jiri Prochazka e se tornou o nono lutador da história do UFC a conquistar cinturões em duas divisões diferentes. Então, em 2024, ele estabeleceu um recorde da organização ao realizar três defesas de título em apenas 175 dias, superando a marca histórica de Ronda Rousey. Desta forma, o brasileiro se consolidou como um dos atletas mais dominantes da era moderna do MMA.
O Objetivo: Poatan em Busca de Feito Inédito e Conquista Sem Precedentes no UFC

A subida para o peso-pesado representa, portanto, a busca por algo que nenhum atleta jamais conquistou na história do UFC. Ao subir de categoria, Poatan em busca de feito inédito mira cinturões nas divisões dos médios (84 kg), meio-pesados (93 kg) e pesados (120 kg) — algo que reescreveria os livros de história do esporte.
Atualmente, o cinturão linear dos pesados pertence ao britânico Tom Aspinall, que está afastado por uma cirurgia no olho. Consequentemente, surge um cenário favorável para Poatan estrear na nova categoria já disputando um título. O nome mais cotado para este possível duelo é o do francês Ciryl Gane, que seria adversário em uma disputa pelo cinturão interino.
Paralelamente, cresce nos bastidores a expectativa por uma superluta contra a lenda Jon Jones. O evento cogitado para essa batalha épica seria o UFC Casa Branca, marcado para 14 de junho — uma celebração especial pelos 250 anos da Independência dos Estados Unidos, com o octógono instalado nos jardins da residência presidencial em Washington D.C. Embora nenhum card tenha sido oficialmente confirmado, os rumores aquecem a imaginação dos fãs ao redor do mundo.
O Que Esperar da Nova Fase de Poatan nos Pesados
A transição de Alex Poatan para os pesados levanta questões táticas importantes. Afinal, ao sair dos 93 kg para competir nos 120 kg, o brasileiro enfrentará adversários com vantagem física significativa. Entretanto, seus defensores lembram que Poatan tem uma habilidade singular: fazer os adversários lutarem no estilo que mais favorece ao brasileiro — a trocação em pé, território onde seu poder de nocaute é devastador.
Além disso, o lutador já demonstrou uma defesa de quedas notavelmente aprimorada ao longo de sua passagem pelos meio-pesados. Portanto, a preocupação com o grappling dos pesados, parece menor do que em estágios anteriores de sua carreira.
O UFC, por sua vez, tem todo interesse em proteger o ativo mais valioso do momento. Consequentemente, é provável que a estreia de Poatan nos pesados aconteça em um evento de grande destaque, seja pelo título interino contra Gane ou numa superluta contra Jones no UFC Casa Branca.
Um Legado em Construção
Alex Poatan já é, de longe, um dos maiores nomes do MMA moderno. Com apenas doze lutas profissionais na carreira, ele acumula três cinturões no UFC, dois nos meio-pesados e um nos médios e é referência mundial tanto no kickboxing quanto nas artes marciais mistas. Além disso, Daniel Cormier, membro do Hall da Fama do UFC, já o colocou entre os maiores atletas de combate de todos os tempos.
Portanto, estar em busca de feito inédito no UFC não é apenas mais um objetivo de carreira. Trata-se de uma tentativa de entrar definitivamente para a história como o atleta mais completo e dominante que o esporte de combate já produziu. E se há alguém capaz de alcançar esse feito, esse alguém é o “Mãos de Pedra” de São Bernardo do Campo.
O octógono nunca foi tão pequeno para um homem tão grande.
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