O skate brasileiro olímpico virou potência e não foi por acaso. Afinal, o Brasil chega a 2026 com medalhas frescas na bagagem, atletas no topo do ranking e, sobretudo, um calendário internacional que já aponta o caminho do próximo ciclo olímpico. Assim, se você quer entender o que esperar, quais são os recordes, como anda o ranking mundial e onde estão as margens de evolução, vem comigo.
Números que explicam a fase: medalhas, notas e “placares” do skate
Primeiramente, Paris 2024 deixou um recado claro: o Brasil não só participa ele decide. O país saiu dos Jogos com duas medalhas no skate, com Rayssa Leal (bronze no street) e Augusto Akio (bronze no park).
Além disso, dá para medir o peso dessas campanhas pelas pontuações das finais olímpicas:
- Street feminino (Paris 2024): Rayssa Leal fez 253,37 pontos na final.
- Park masculino (Paris 2024): Augusto Akio cravou 91,85 na final.
Ou seja, não é “sensação”: é número. E, portanto, a conversa agora é outra é sobre consistência, evolução de manobras e estratégia de competição.
Ranking mundial: onde o Brasil já manda (e onde pode crescer)
Atualmente, o ranking que mais pesa para a estrada olímpica é o World Skateboarding Ranking (WSR). E, conforme a lista de 31 de dezembro de 2025, o Brasil aparece muito forte, tanto no park quanto no street.
Destaques do Brasil no WSR (base 31/12/2025):
- Park masculino: Augusto Akio é #1 do mundo; Pedro Barros aparece no top 5; e o Brasil ainda coloca vários nomes no top 30.
- Street feminino: Rayssa Leal é top 10 ( #8 ) e Pâmela Rosa também entra forte ( #16 ).
- Street masculino: Giovanni Vianna ( #11 ) e Kelvin Hoefler ( #12 ) mantêm o Brasil colado na elite; Felipe Gustavo também figura no top 20 ( #16 ).
Contudo, ranking não é troféu de estante: ele funciona como moeda. Quanto mais eventos fortes, mais pontos; e, logo, mais segurança no ciclo.
Preparação para as Olimpíadas: o “roteiro” do ciclo e o que esperar do Brasil
Embora Los Angeles 2028 ainda esteja no horizonte, o motor do ciclo já liga em 2026. E, inclusive, o calendário do World Skateboarding Tour (WST) segue como a principal vitrine de pontos e pressão competitiva.
Um marco importante, inesperadamente (e com cara de decisão), é o WST São Paulo – World Championship (Street e Park), marcado para 4 a 8 de março de 2026, com treinos a partir de 1º de março.
Assim, o Brasil tem uma vantagem óbvia: casa cheia, adaptação total e energia lá em cima (aquela que faz o skate “andar mais rápido” sem mexer na física… ou quase).
E o que devemos esperar, então?
- No street feminino, o Japão segue como rival central, mas o skate brasileiro olímpico tem uma carta rara: regularidade com nota alta (Rayssa não vive de lampejo).
- No park masculino, Augusto Akio já mostrou que sabe ganhar “no mundo real”: ele foi campeão mundial de park no World Skate Games Italia 2024. Portanto, ele chega com status de referência técnica.
- No street masculino, a briga tende a ser de detalhes: linhas limpas, escolha de manobras e risco calculado. Giovanni e Kelvin, entretanto, precisam transformar finais em pódios com mais frequência.
E, para fechar com um dado que anima, semelhantemente ao que acontece em outros esportes: o Brasil também sustenta força fora do “olímpico puro”. Por exemplo, Rayssa foi tetracampeã da Street League Skateboarding (SLS) em São Paulo, com ginásio lotado e clima de final.
Ou seja: ela chega no ciclo com fome e com currículo.
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